(khaya ivorensis/ grandifoliola)
Mogno
Nome Científica: (khaya ivorensis/ grandifoliola) (comprado)
Origem: África
Comercial/Apoio: Madereira
Classe Sucessional: Climax
Estrato Florestal: Emergente
Altura: 40-60 metros
Ciclo de vida: corte rasa após 18 anos
Luz: Sol pleno
Solo:
Água: Seco(?)
Mudas
As mudas são formadas em sacos plásticos, com tamanho mínimo de 15 centímetros de largura e 25 centímetros de altura. Eles devem conter substrato feito a partir da mistura de solo com esterco, na proporção volumétrica de 4 para 1 – ou 80% de solo e 20% de esterco. Como alternativa, as mudas também podem ser produzidas em tubetes, com capacidade para 260 centímetros cúbicos. Para esse tipo de recipiente, são indicados substratos comerciais enriquecidos com adubo químico. Quando plantadas em campos, as mudas acomodadas em tubetes têm crescimento inicial mais lento, mas logo se recuperam e, ao fim de um ano, alcançam altura semelhante às das mudas que utilizaram sacos plásticos. Em ambos os casos, as mudas estão prontas para o plantio quatro meses após a germinação ou cinco meses depois da semeadura. (fonte https://revistagloborural.globo.com/vida-na-fazenda/como-plantar/noticia/2013/11/como-plantar-mogno-africano.html)
Plantio
As adubações devem ser feitas com base na análise de solo. A espécie responde muito bem à adubação orgânica. Por isso, se houver disponibilidade de esterco ou composto orgânico, aplique 20 litros na cova de plantio. É importante que o esterco esteja bem curtido, caso contrário, ele poderá ser prejudicial. Uma planta adubada com esterco tem crescimento 50% superior no primeiro ano.
ESPAÇAMENTO Não existe definição baseada em dados de pesquisa sobre o espaçamento ideal para o mogno-africano. Na prática, alguns agricultores têm adotado medidas que variam de 4 x 4 metros a 5 x 5 metros. O desbaste deve ser efetuado quando as copas se encontram, de tal forma que o espaçamento final seja de 8 x 8 metros ou 10 x 10 metros. Em sistemas agroflorestais, quando envolve o cupuaçuzeiro, por exemplo, o espaçamento deve ser de 15 metros entre as linhas e de 10 metros dentro delas.
(fonte https://revistagloborural.globo.com/vida-na-fazenda/como-plantar/noticia/2013/11/como-plantar-mogno-africano.html)
Manejo
(fonte https://revistagloborural.globo.com/vida-na-fazenda/como-plantar/noticia/2013/11/como-plantar-mogno-africano.html)
Incidental
O mogno-africano tem bom desenvolvimento em solos de terra firme, preferencialmente em locais com clima tropical úmido, mas também se adapta bem a regiões de clima subtropical. As adubações devem ser feitas com base na análise de solo.
https://www.researchgate.net/publication/273505822_Crescimento_de_mogno-brasileiro_e_resistencia_a_Hypsipyla_grandella_em_funcao_do_calcio_e_do_boro
O mogno-brasileiro (Swietenia macrophylla) possui alto valor madeireiro, mas seu cultivo comercial é inviabilizado pelo ataque da broca Hypsipyla grandella. Objetivou-se avaliar o efeito de doses de cálcio e boro nas variáveis de crescimento do mogno e na resistência ao ataque da broca H. grandella . O delineamento utilizado foi o fatorial 4² em blocos ao acaso com quatro doses de cálcio (0, 100, 200 e 400 mg L-1) e quatro de boro (0; 0,5; 2; e 4 mg L-1) e três repetições com três plantas por repetição. Avaliaram-se: altura, diâmetro, massa seca aérea e de raiz, relação parte aérea:raiz, taxa de infestação e comprimento da galeria construída pela broca. Os dados foram submetidos ao teste de Tukey a 5% e à análise de correlação e regressão. Não houve interação estatística entre os nutrientes, nem significância de altura e diâmetro do coleto. A massa de raízes e da parte aérea apresentou os maiores resultados na omissão dos elementos, verificando as menores relações parte aérea:raiz nas doses de 100 mg L-1 em função do cálcio e 0,5 mg L-1 em função do boro. A dose de 100 mg Ca L-1 proporcionou a menor taxa de infestação de H. grandella. Para a resistência do mogno ao desenvolvimento da galeria, tanto o cálcio quanto o boro apresentaram significância, sendo os menores comprimentos verificados nas doses de 100 mg L-1 Ca e 0,5 mg L-1 B, respectivamente. Esses nutrientes influenciam a resistência do mogno ao ataque da broca e evidenciam a necessidade de estudos em condições de campo.
Hypsipyla grandella Zeller, conhecida popularmente como broca do mogno, é a principal praga de Swietenia macrophylla King, limitando o estabelecimento do plantio comercial da espécie em todo o Brasil. Para contornar essa situação, estudos visando o manejo sustentável da praga são imprescindíveis. O uso sistêmico da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt) para o controle de insetos-praga vem se tornando uma ferramenta promissora a ser incorporada em programa de manejo integrado de diversas pragas agrícolas e florestais. (fonte é papel mestrado, em pdf, no gdrive.